Última atualização: 31 de agosto de 2026.
Este aplicativo existe para proteger pessoas de golpes. Seria incoerente proteger alguém de golpe construindo, no caminho, um acervo sobre a vida dela. Esta política descreve exatamente o que o Antigolpe guarda, o que ele deliberadamente não guarda, e por quê.
Está escrita para ser entendida. Onde houver um termo técnico, ele vem explicado.
Em uma frase:
Não guardamos o conteúdo das suas mensagens nem o seu número. Guardamos o indicador que você denunciar — número, e-mail ou link —, a data, e nada mais.
O resto deste documento é essa frase destrinchada, com as exceções e os detalhes que uma frase não comporta.
Gabriel Bombonato, desenvolvedor pessoa física estabelecido em João Pessoa, Paraíba, Brasil, é o controlador dos dados tratados por este aplicativo, nos termos da Lei Geral de Proteção de Dados (Lei 13.709/2018).
Contato para qualquer assunto de privacidade, incluindo o exercício dos seus direitos: gbgomail2@gmail.com.
A identificação completa do controlador — inclusive documento e endereço — é fornecida mediante solicitação a esse e-mail, e à Autoridade Nacional de Proteção de Dados sempre que requisitada.
O Antigolpe não tem senha. Não existe campo de senha, não existe cadastro com login, e nós não guardamos nenhuma.
Quando você instala o aplicativo, ele cria dentro do próprio aparelho uma chave criptográfica, guardada no componente de segurança do hardware do celular. Essa chave nunca sai do aparelho — nem para nós, nem para ninguém. O que o nosso servidor recebe é apenas a metade pública dela, que serve para conferir que as mensagens vêm mesmo do seu celular e não de um impostor.
Na prática: a sua identidade é o seu aparelho. Não é um e-mail, não é uma senha, e não é um número de telefone.
O e-mail é opcional. Se você não informar, o aplicativo funciona igual. Informá-lo não dá acesso a nada — não é possível entrar na sua conta digitando o seu e-mail.
| O que | Para quê |
|---|---|
| A metade pública da sua chave | Conferir que as requisições são mesmo suas |
| Um apelido que você escolhe ("Celular da mãe") | Você reconhecer o aparelho na lista da família |
| Se é aparelho protegido ou de apoio | Saber quem avisa quem |
| Se o celular tem chip de segurança dedicado | Diagnóstico do nível de proteção |
| Data e hora do último contato com o servidor | Perceber quando a proteção parou |
Você pode mandar uma mensagem para o aplicativo analisar de duas formas: digitando ou colando no aplicativo, ou usando o menu Compartilhar de qualquer outro aplicativo — WhatsApp, Gmail, Instagram, o que for. Nos dois casos é você quem traz o texto: o Antigolpe não lê conversa nenhuma por conta própria, em aplicativo nenhum, e não pede permissão que permitisse isso.
Em qualquer dos dois caminhos, o que fica guardado ligado a você é apenas:
Nada mais. O texto da mensagem não é guardado, e a explicação que o aplicativo te mostrou também não — ela aparece na tela e não fica no seu histórico.
Isso é uma decisão, e ela custou alguma coisa: seu histórico mostra que no dia 5 você analisou uma mensagem, que deu golpe, com risco 90 e técnicas de urgência e autoridade — mas não repete o que a mensagem dizia. Achamos que vale a troca. A explicação é escrita pela inteligência artificial sobre a sua mensagem, e por isso repetiria trechos dela; guardá-la ligada a você seria guardar o conteúdo por outro nome.
Existe uma memória de golpes já vistos, para responder na hora quando a mesma mensagem reaparece — é o que mantém o serviço rápido e barato. Ela é organizada pela impressão digital do texto (um código embaralhado do qual não é possível recuperar o original) e não tem nenhuma ligação com quem perguntou: nem com você, nem com o seu aparelho, nem com a sua conta. E o seu histórico não guarda essa impressão digital, justamente para que não haja caminho de volta.
Sobre os links da mensagem. Quando o texto que você mandou tem um endereço, o servidor examina a escrita dele para apontar truques conhecidos — por exemplo, um endereço que usa o sinal @ para levar você a um site diferente do que está escrito, ou que põe o nome de um banco onde ele não pertence. Esse exame é feito na hora, sobre o texto que você acabou de mandar, e o resultado não é guardado: ele aparece na tela junto da resposta e acaba ali.
Esta é a parte com o desenho mais cuidadoso, e vale entender.
Quando alguém liga para você de um número que não está na sua agenda, o aplicativo consulta se esse número já foi denunciado. Essa consulta não envia o número.
O que acontece:
O servidor recebe quatro caracteres que servem para dezenas de milhares de números diferentes. Ele não tem como saber quem ligou para você. É o mesmo desenho que o serviço Have I Been Pwned usa para verificar senhas vazadas sem receber a senha.
O aplicativo nunca desliga, silencia ou recusa uma ligação. Ele avisa, e quem decide é você.
Se — e somente se — você tocar no botão para marcar uma ligação como golpe, aí sim o número é enviado ao servidor em texto legível, e passa a fazer parte da base que protege as outras famílias.
Nesse caso guardamos o número denunciado, quantas denúncias ele recebeu, e qual aparelho fez cada denúncia. Guardamos o aparelho para impedir que uma mesma pessoa denuncie o mesmo número várias vezes, e para poder desfazer o estrago se alguém usar a denúncia como perseguição.
Isso significa que existe, no nosso banco, um registro ligando o seu aparelho aos números que você denunciou. Nunca aos números que ligaram para você — só aos que você escolheu denunciar.
Você pode desfazer. Na lista de ligações do aplicativo, a mesma linha que você marcou traz o botão para desmarcar, e isso apaga o seu registro daquele número. Se outras pessoas denunciaram o mesmo número, a denúncia delas continua valendo.
Uma família conta como uma voz. Para o aplicativo dizer que "várias pessoas denunciaram" um número, as denúncias precisam vir de famílias diferentes — três celulares da mesma casa contam como uma. Isso existe para que um grupo não consiga, sozinho, marcar o número de um desafeto.
Denúncia envelhece. Depois de doze meses ela deixa de contar para esse julgamento. Número de telefone muda de dono, e uma denúncia antiga não deve condenar para sempre quem passou a usar aquele número depois.
O aplicativo guarda no próprio aparelho uma lista das últimas ligações de números desconhecidos que ele examinou, com o número, a data e o que ele concluiu. É o que permite você conferir depois, com calma, o que aconteceu enquanto o aplicativo estava quieto.
Essa lista não é enviada para nós. Ela fica no armazenamento privado do aplicativo, no seu celular, do mesmo jeito que o registro de chamadas do próprio Android. Guardamos no máximo as 200 mais recentes — e o limite existe por privacidade antes de existir por espaço: cada linha carrega um número de telefone.
Um número dessa lista só chega até nós se você tocar em "Foi golpe". Aí vale o item 3.6 abaixo.
Apagar o aplicativo apaga essa lista junto.
O nome do grupo, quem são os membros, e os avisos trocados entre vocês (do tipo "golpe detectado" ou "o aparelho parou de responder"). Os avisos guardam qual foi o tipo de alerta, não o conteúdo do que aconteceu.
Nós nunca vemos o seu cartão. A cobrança é feita inteiramente pelo Google Play. Recebemos do Google apenas um comprovante de que a assinatura está ativa.
Vale a lista, porque a ausência aqui é deliberada:
Com muito pouca gente, e por motivos concretos:
| Com quem | O que recebe | Por quê |
|---|---|---|
| Anthropic (serviço de IA) | O texto que você mandou analisar | É quem faz a análise. Não recebe quem você é — nem seu nome, e-mail, telefone ou identificador de aparelho. |
| Google Play | Dados da assinatura | É quem processa o pagamento |
| Render (hospedagem) | Os dados descritos acima, em servidor | É onde o servidor roda |
Nunca vendemos dados. Não fazemos publicidade, não fazemos perfilamento comercial, e não repassamos nada a corretores de dados ou parceiros de marketing.
Sobre onde os dados ficam: o servidor está hospedado nos Estados Unidos, o que significa que há transferência internacional dos dados descritos nesta política. A escolha foi feita por latência — não existe região brasileira disponível no nosso provedor de hospedagem.
| O que | Prazo |
|---|---|
| Dados do aparelho e do grupo | Enquanto a conta existir, e até 12 meses depois de a assinatura terminar |
| Análises (tipo, veredito, risco, técnicas, data) | 12 meses |
| Alertas | 12 meses |
| Lista de ligações no seu celular | As 200 mais recentes, e some com o aplicativo |
| Números denunciados | Enquanto forem úteis à proteção coletiva — mas param de contar depois de 12 meses |
Se a assinatura terminar e ninguém renovar, a conta não fica para sempre. Doze meses depois, o grupo e as contas de quem estava nele são apagados. É o mesmo prazo das análises, para não haver dois relógios — e é generoso de propósito: quem some por seis meses e volta encontra a família ainda montada.
Quando você apaga a sua conta, tudo que está ligado ao seu aparelho é apagado junto. Os números que você denunciou permanecem na base, sem ligação com você — eles protegem outras famílias, e apagá-los desfaria essa proteção.
Vale ser exato sobre o que isso significa, porque a frase acima é fácil de ler como "guardamos alguma coisa sua": o que fica é o número do golpista e a data. O registro de que foi você quem denunciou é apagado — e ele era a única coisa no sistema que ligava uma pessoa aos números que ela denunciou.
A LGPD te dá direitos sobre os seus dados, e você pode exercer todos escrevendo para gbgomail2@gmail.com:
Respondemos em até 15 dias.
Vale saber: como não guardamos senha nem exigimos e-mail, para atender a um pedido desses precisamos que ele venha do aparelho cadastrado — é a única forma que temos de confirmar que quem pede é mesmo você. Isso protege você de alguém se passar por você para apagar ou ver os seus dados.
Esta seção não é para quem usa o aplicativo. É para quem teve o telefone, o e-mail ou o site colocado na nossa base por outra pessoa.
Isso acontece por engano — alguém marca o número da clínica achando que era golpe — e pode acontecer por má-fé. Você não é nosso cliente, nunca concordou com nada aqui, e mesmo assim tem os direitos da LGPD sobre esse dado.
Escreva para gbgomail2@gmail.com dizendo qual é o indicador e por que ele não deveria estar lá. Registramos o pedido, analisamos, e respondemos.
Se aceitarmos, o indicador para de aparecer imediatamente em qualquer consulta que o aplicativo faça — deixa de gerar aviso para qualquer pessoa.
Por que não há um formulário automático. Duas razões, e as duas são honestas:
Enquanto isso, a conferência é feita por uma pessoa. É mais lento, e preferimos dizer isso a prometer um botão que não protegeria ninguém.
| O que fazemos | Com que fundamento |
|---|---|
| Analisar conteúdo que você envia | Execução do contrato (é o serviço que você contratou) |
| Avisar sua família | Execução do contrato |
| Guardar números denunciados | Legítimo interesse — proteger o conjunto dos usuários contra fraude. As salvaguardas são o item 7.1, a contagem por famílias diferentes e o prazo de 12 meses do item 3.4 |
| Cobrar a assinatura | Execução do contrato |
| Limitar criação automática de contas | Legítimo interesse — segurança do serviço |
O Antigolpe não é destinado a menores de 18 anos e não coleta dados de crianças de forma consciente. Se você acredita que uma criança nos enviou dados, escreva para gbgomail2@gmail.com e apagaremos.
Nenhum sistema é perfeitamente seguro. Se houver um incidente que possa representar risco a você, comunicaremos você e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados, como a lei exige.
Se ela mudar de forma relevante, avisaremos dentro do aplicativo antes de a mudança valer. A data no topo diz sempre qual versão está no ar.
Antigolpe — Gabriel Bombonato — João Pessoa, Paraíba, Brasil.